A revista Época (09/08/10) trouxe matéria sobre o protestantismo brasileiro com o seguinte título: Os novos evangélicos: um movimento de fiéis critica o consumismo, a corrupção e os dogmas das igrejas – e propõe uma nova reforma protestante. O texto retrata a proposta comum de alguns seguimentos e líderes evangélicos que têm insistido na busca de maior autenticidade no protestantismo em seu diálogo com o mundo moderno.

No artigo, o autor Ricardo Alexandre cita vários líderes evangélicos, católicos e até mesmo um ateu para analisar esse fenômeno religioso de viés protestante. Para nós, foi agradável notar que dentre os entrevistados se encontram pelo menos cinco graduados e/ou docentes do Instituto Haggai do Brasil.

A seguir, conheçam nossos graduados e suas contribuições para a matéria da revista Época, de circulação nacional:

Irani Rosique (à esquerda, de Bíblia no colo) em reunião de estudo bíblico
Irani Rosique (à esquerda, de Bíblia no colo) em reunião de estudo bíblico

Irani Rosique é cirurgião. Para o articulista, porém, ele é também um símbolo de um sentimento religioso protestante. Ele é citado por ser o fundador de um modelo de igreja descomplicado. A partir de um trabalho de estudo bíblico nas casas que o médico iniciou, Irani hoje mobiliza 2500 pessoas que se reúnem semanalmente em 262 grupos espalhados pela cidade de Ariquemes, de 80 mil habitantes, no coração de Rondônia.

Ricardo Agreste da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera
Ricardo Agreste da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera

O pastor Ricardo Agreste é fundador da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera em Campinas, SP, uma igreja voltada para quem não gosta de igreja, como ressalta Agreste. Sua proposta abrange “entrar em diálogo com a cultura e com os ícones do pensamento dessa cultura e refletir sobre tudo isso”. Para Ricardo, É lisonjeador saber que nos consideram ‘pensadores’. Mas o grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência. É de ética e honestidade, opina.

Ed René Kivitz da Igreja Batista da Água Branca
Ed René Kivitz da Igreja Batista da Água Branca

Ed René Kivitz é pastor da Igreja Batista da Água Branca e aponta para Época que As pessoas não querem mais dogmas, elas querem autenticidade. As dúvidas delas são as minhas dúvidas. Minha postura é, juntos, buscarmos algumas respostas satisfatórias a nossas inquietações. E acrescenta, o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí. Uma sociedade que todo mundo espera, não apenas aqueles que buscam uma experiência religiosa.

Miguel Uchoa e Robinson Cavalcanti da Igreja Anglicana do Brasil
Miguel Uchoa e Robinson Cavalcanti da Igreja Anglicana do Brasil

Miguel Uchoa, pastor da maior comunidade anglicana da América Latina, a Paróquia Anglicana em Jaboatão dos Guararapes, na grande Recife, PE, enfatiza no artigo que o mais importante é aprofundar o diálogo com o homem moderno e suprir suas necessidades espirituais reais, evitando a superficialidade institucional. Para Uchoa, o que importa é buscar a essência do cristianismo. Na foto, aparece também nosso graduado, professor, autor e bispo da Diocese de Recife da Igreja Anglicana do Brasil, Robinson Cavalcanti.

Além da referência em destaque a estes nossos graduados, o autor da reportagem, jornalista Ricardo Alexandre, busca fundamento para sua matéria citando ainda vários pesquisadores, autores, blogueiros, websites e ministérios alternativos que encabeçam movimentos independentes de reação a um tipo de protestantismo consumista, triunfalista e até mesmo questionável, e alertam para a necessidade de uma nova reforma protestante.