A manhã de sábado começou com o louvor e oração, seguido de palavras proferidas por Ricardo Agreste, pastor da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera, em Campinas, SP, e, depois, com Ed René Kivitz, pastor da Igreja Batista de Água Branca, São Paulo, SP.

Ricardo Agreste
Ricardo Agreste

Ricardo Agreste falou primeiro sobre a “Missão: Saiu sem saber para onde ia”, baseado em Hebreus 11:8-16. Muitas decisões nos deixam diante do intangível. Escolhas na área profissional, matrimonial, familiar e ministerial não são facilmente definidas, pois há o fator risco que nos assombra. Muitos cristãos desistem e se atiram na rotina, sem viverem nesta nova dimensão onde o controle é colocado totalmente nas mãos de Deus. Mas há aqueles que descobrirão as grandes possibilidades de seu projeto de vida quando partem sem saberem para onde vão, confiando no Deus que lhes prepara o futuro. O tema foi desenvolvido no contexto da discussão sobre a fé autêntica, como um caminho na contramão da história. Para Ricardo, se nosso século é o século da imagem, vivemosumdilema: ver ou crer?. Deus nos desafia a "ver o invisível", pela fé.Para ele, viver pela fé, que éo exercício da confiança do caráter de Deus, faz Deus sorrir, muito embora não consigamos ver o que Ele está fazendo e quais são os seus propósitos.Não importa o que o homens pensam de nós,vivemostão-somente para satisfazer aquele que nos chamou!

Ed René Kivitz
Ed René Kivitz

Ed René Kivitz laborou sobre o “Custo: Homens de quem o mundo não era digno” (Hebreus 11:32-40) e questionou o conceito moderno (esposado pela teologia da prosperidade) de que o cristão deve evitar o sofrimento, como se este fosse plano de Deus para seus filhos. Contudo, “o sangue dos mártires é a sementeira da igreja”. Cristãos durante séculos estiveram dispostos a pagar com suas próprias vidas o preço de suas convicções. O Espírito Santo os fortificou para serem pessoas comuns que sofreram como bravos por causa de sua fé. Seu sacrifício os elevou a um nível de dignidade incomum na humanidade. Seu exemplo nos encoraja a seguirmos a Cristo com dedicação. Analisando textos que mostram como os cristãos são chamados essencialmente para “completar os sofrimentos de Cristo” (Cl 1:24; 1 Pe 4:13), Ed René afirmou que negar o sofrimento é pregar um evangelho estranho ao de Hebreus 11 e estranho à Palavra de Deus como um todo. Diante do sofrimento, o cristão deve entender que “ainda não chegamos em casa”. Esse foi o refrão. Quando chegarmos lá, então nós O veremos face a face e obteremos a concretização das promessas de Deus!