Ao tomar conhecimento do ministério do Instituto Haggai internacional por meio do Dr. Benjamim Moraes Filho, e sendo por esterecomendado, Dr. Guilhermino da Silva Cunha participou do treinamento internacional (Cingapura,1978) e foi também indicado para ser o primeiro Representante do Instituto Haggai Internacional para a América Latina e o primeiro Diretor Executivo do CECHAL ( Centro Continental Haggai para a América Latina), assumindo este cargo no dia 25 de agosto de 1979, no mesmo jantar que marcou a fundação do Haggai Brasil, oferecido pelo empresário e presbítero Erlen Lenz César, em sua residência em Ipanema, RJ.

Guilhermino da Silva Cunha (1979-1985)
Guilhermino da Silva Cunha (1979-1985)
No dia seguinte ao jantar de fundação do CECHAL, ou seja, dia 26 de agosto de 1979, começava o Primeiro Seminário Nacional de Liderança Avançada do Instituto Haggai do Brasil, realizado no Hotel San Moritz, na cidade de Teresópolis, RJ. Naquele primeiro evento, 58 líderes se graduaram na cerimônia de formatura, ocorrida dia 04 de setembro, com a presença de Dr. John Haggai e Dr. Won Sul Lee, além de Dr. Benjamim Moraes Filho e Dr. Guilhermino da Silva Cunha, que assinaram os certificados de conclusão.

Como o objetivo inicial era alcançar a América Latina, o CECHAL trouxe participantes e preletores de pelo menos seis países deste continente para participar de seus seminários regionais (ou continentais). Em gestão posterior, os seminários passaram a ser totalmente nacionais, mais precisamente, no ano de 1989.

No ano quando assumiu a posição de representante do Instituto Haggai para a América Latina e diretor executivo do CECHAL, Rev. Guilhermino Cunha era pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana de Copacabana, onde Benjamim Moraes era pastor emérito. Em 1981, Rev. Guilhermino Cunha foi eleito e empossado pastor titular da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, posição que ocupa até hoje. Nesta fase inicial, por necessidade e comodidade, a sede do CECHAL funcionou primeiramente na Igreja Presbiteriana de Copacabana e, depois, na Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, locais onde Rev. Guilhermino Cunha exerceu e exerce seu ministério pastoral.

Neste período de grande entusiasmo pela visão da evangelização promovida pelo Instituto Haggai, Rev. Guilhermino lembra de vários outros pioneiros que o auxiliaram em sua missão de implantar o Haggai no Brasil. Além dos já mencionados Rev. Benjamim Moraes e Erlen Lenz César, ele acrescenta os nomesdo pastor batista David Gomes, do pastor da Assembléia de Deus Túlio de Barros Ferreira, do empresário Carlos Alberto Marotta (também presbítero da Igreja Presbiteriana de Copacabana e presidente do conselho do Haggai por muitos anos), do Rev. Isaías de Souza Maciel, Daise Argons e a médica Poncianita Wollmer, todos presbiterianos. Porque Dr. Benjamim Moraes era ministro presbiteriano influente, era natural que os presbiterianos ocupassem os espaços de liderança nessa fase de implantação do Haggai no Brasil. Nomes de outras nacionalidades também são lembradospelo Rev. Guilhermino Cunha,por exemplo, o Dr. Pedro Arana, do Peru, e o do Dr. Abner Lopes, do México.

Na realidade, o Rev. Guilhermino Cunha foi o grande líder desbravador deste período. Ele enfrentou a árdua tarefa de rasgar o solo, adubar a terra, plantar a semente, regar, fazer brotar, crescer, fincar raízes e sedimentar o Instituto Haggai na América Latina e no Brasil. Nestes sete anos de trabalho voluntário para o Instituto, 337 líderes participaram dos Seminários de Liderança Avançada oferecidos em San Moritz e 39 foram enviados para o Seminário em Cingapura. Muitos outros foram treinados em cursos locais de menor duração.

Com o crescimento do Haggai, tornou-se obrigatória e até urgente a necessidade de alguém que se dedicasse exclusivamente ao CECHAL. Rev. Guilhermino Cunha pedia isso e foi apontado como o candidato natural para o cargo. Ele, porém, grato, declinou o convite e permaneceu no ministério pastoral, sua grande paixão.

O substituto do Rev.Guilhermino Cunha foi outro líder em grande evidência no cenário evangélico brasileiro, Abraão Soares da Silva (1986-1994).