O Brasil marca um ponto crucial na história do Instituto Haggai internacional. O ministério Haggai havia começado na costa do oceano Pacífico em 1969 e por um bom motivo.

Dr. John Edmund Haggai (fundador do Instituto Haggai)
Dr. John Edmund Haggai (fundador do Instituto Haggai)

Por um lado, meu chamado inicial, quando eu tinha apenas 10 anos de idade, foi para trabalhar como missionário na Ásia. Aquele continente tinha, e ainda tem, a maior concentração populacional do planeta. Vasto número de asiáticos não tinha sequer visto uma Bíblia e muito menos lido uma. Muitos países asiáticos estavam fechados ao trabalho missionário tradicional do Ocidente, iniciado nos moldes de William Carey, a partir de 1792. A Ásia, portanto, era uma prioridade e um desafio para o esforço missionário moderno. As necessidades do evangelismo na Ásia ecoavam no mundo inteiro.

Dr. Benjamin Moraes
Dr. Benjamin Moraes
No final dos anos 70, quando eu fui a Cingapura para um dos treinamentos, nosso líder local, um homem de Deus chamado Dr. Watson, me falou que um pastor brasileiro, Dr. Benjamin Moraes, estava em viagem de negócios no Japão e que ele estaria voando de lá para me encontrar em Cingapura. Sua finalidade era incluir a América Latina no programa do Instituto Haggai internacional.

O presidente da Fundação Maclellan, Hugh O. Maclellan, Sr., em 1976, havia me apresentado ao Dr. Benjamin Moraes juntamente com um missionário presbiteriano que trabalhava no Brasil, Rev. Bill Mosely. Dr. Benjamin Moraes verdadeiramente merecia o título de “estadista cristão”. Ele podia ler e escrever 12 línguas. Ele participou da redação do Código Penal Brasileiro e serviu como chefe de gabinete de ministério em três ocasiões diferentes. Ele construiu a Igreja Presbiteriana de Copacabana, no Rio de Janeiro, e era agora um homem conhecido no mundo, escritor de 40 livros, e estava ensinando em uma universidade no Rio de Janeiro.

Dr. Guilhermino Cunha
Dr. Guilhermino Cunha
Ele tinha importantes assuntos a resolver no Japão e, mesmo assim, esse líder internacional reajustou sua agenda para voar até Cingapura para me ver. Nós nos encontramos no dia seguinte. Como sempre, eu o achei extremamente elegante e persuasivo: “Você precisa entender”, ele me disse, “que o evangelho de Jesus Cristo não está atingindo um seguimento importante da população brasileira. Nós agradecemos o trabalho dos missionários, mas eles estão ou fazendo tradução da Bíblia para populações indígenas do território brasileiro ou fazendo seu trabalho evangelístico nas cidades junto às populações mais carentes. Ninguém está fazendo o que o Instituto Haggai tem feito pela Ásia, que é o treinamento de top líderes para o evangelismo nacional”.

Após este encontro, a diretoria do Instituto Haggai internacional referendou esse pedido e o Haggai entrou na América Latina, abrindo suas portas para o treinamento de líderes latino-americanos.

Entre os três primeiros participantes enviados pelo Dr. Benjamin Moraes estava o Rev. Guilhermino Cunha, pastor titular da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, que trabalhou como líder voluntário no ministério do Instituto Haggai do Brasil entre 1979 e 1989, durante os primeiros 11 anos.

Dr. John Edmund Haggai