Graduado internacional do Instituto Haggai do Brasil, o advogado Pedro Paulo Reynol é casado com Marcella Alves da Graça Reynol e membro ativo da Igreja Presbiteriana de Aphaville, Barueri, São Paulo, onde se envolve em ensino, aconselhamento e evangelismo. Neste depoimento, ele conta como foi sua experiência com seu grupo de oração, em Maui, no mês de maio de 2008:

Pedro Paulo Reynol - Maui, maio de 2008
Pedro Paulo Reynol - Maui, maio de 2008

Quando os grupos de oração foram anunciados por nosso Coordenador, já no primeiro dia de atividades em Maui, fiquei um pouco desconfortável pelas dificuldades que eu imaginei que estariam por vir.

O grupo 9 era composto por:Noel (Filipinas), Sudheer (Índia), Nathan (Zimbábue), Pedro (Brasil) e Euphrate (Burundi).

Como primeira tarefa teríamos que definir um horário para nossos encontros diários. Ainda que todos nós falássemos inglês, em determinados momentos eu poderia jurar que eu estava ouvindo outra língua.

Os sotaques e as pronúncias eram tão diferentes que pude perceber certas expressões de interrogação enquanto eu falava algo simples, da mesma maneira eu deveria fazer algumas “caretas” ao ouvir meus novos colegas falando.

Da esquerda para a direita: Noel (Filipinas), Sudheer (Índia), Nathan (Zimbábue), Pedro (Brasil) e Euphrate (Burundi)
Da esquerda para a direita: Noel (Filipinas), Sudheer (Índia), Nathan (Zimbábue), Pedro (Brasil) e Euphrate (Burundi)

Apesar disso, com muita boa vontade e disposição, agendamos nossos encontros para todas as manhãs.

Com o passar dos dias pude acostumar os ouvidos e perceber que dentro da maravilhosa variedade de estilos que Deus nos deu “tchátcha” referia-se a “church” e “watá” significava “água” (“Jesus, the watá of life”). Confesso que eu também pude contribuir com um inglês bem “abrasileirado”!

Foi também com o passar dos dias que tivemos a oportunidade de compartilhar experiências, necessidades, e orações.

Por mais que já tenha orado por países do continente Africano, por exemplo, a coisa muda de figura quando estamos sentados diante de um colega que mora no Burundi e que lhe conta seu dia-a-dia, cuidando de crianças órfãs, num país que está em guerra civil há aproximadamente 15 anos! Aliás, tivemos a oportunidade de orar pelo acordo de paz firmado no mês passado... Esperamos que seja respeitado.

Orfanato em Burundi, África
Orfanato em Burundi, África

Também fomos impactados por nosso colega do Zimbábue que compartilhou conosco que se sentia entristecido após as refeições oferecidas pelo Instituto Haggai, pois ele sabia que sua família, infelizmente, não podia se assentar a uma mesa tão farta.

Acrescento, ainda, que foi ótimo conhecer estórias dos meus colegas da Índia e das Filipinas, e seus desafios em pregar o Evangelho.

Ao término de nosso treinamento no Instituto Haggai, os diferentes sotaques já não mais nos afligiam, o desconforto inicial decorrente daquela experiência tão única se dissipou e eu pude perceber que os colegas que formavam nosso grupo de oração tinham se tornado verdadeiros irmãos em Cristo, com os quais eu tenho tido o prazer de manter contato.

Pedro Paulo Reynol – M0805