Duas docentes internacionais do Haggai que exercem sua profissão secular como advogadas foram entrevistadas pelo setor de jornalismo internacional do Haggai, são elas Dorothy Kisaka, de Uganda, e abrasileira Karen Siane Sedrez Lopes Wild.

Karen e Dorothy
Karen é casada com Marcos Wild e é mãe de três filhas. Ela mora em Florianópolis e é membro da Primeira Igreja Batista de Florianópolis, igreja pastoreada por Paulo Solonca. Ela é advogada, com especialização em Direito Ambiental. Karen Wild se prepara para o magistério e é docente nacional e internacional do Instituto Haggai. Veja a entrevista abaixo: Dorothy: Tenho sido advogada por 18 anos. Karen: E eu por quatro. Esta não era minha primeira opção. Eu queria me dedicar ao treinamento de líderes. No seminário, porém, Deus falava ao meu coração com textos como os de Isaías, “Abra a sua boca e proclame a justiça”. As portas foram se abrindo naturalmente até que eu entendesse que essa era a vontade de Deus para mim. Dorothy: Esta também não era minha primeira opção. Eu queria fazer serviço social. Mas a diretora do colégio insistiu para que eu mudasse de opção. Não me arrependo. Sei que esta profissão tem seu lado de prestígio e também seu lado ruim, que inspira piadas picantes, fincadas em advogados que agem com fraude e truques indevidos, como perder prazos, esconder arquivos, mancomunar com o outro lado. Karen: Mas não existem profissionais ruins em todas as carreiras? Como advogadas cristãs, nós temos que fazer a coisa certa, nem pagar ou receber propinas, não permitir que o sistema corrompa nosso caráter. Dorothy:
Um jeito de garantir essa integridade é acompanhar de perto seus casos, não deixar ninguém fazer isso por você. Em Uganda, temos uma Associação de Advogados Cristãos que se reúne uma vez por mês para orar. Temos até juízes nascidos de novo que participam. Karen: No Brasil isso também tem acontecido. É um mover do Espírito nesse sentido.
Dorothy:
Quando eu fui convidada para vir ao Seminário Internacional do Haggai eu estava num momento de transição em minha vida. Meu chefe havia falecido e, para minha e surpresa de todos, ele havia me deixado tudo e eu estava buscando qualquer orientação sobre liderança. O Instituto Haggai apareceu na minha vida num momento muito oportuno. Aqui eu entendi que Deus tinha um propósito para a liderança cristã. Isso transformou a minha vida. Karen: Para mim também. Vim a Maui em setembro de 2001, quando as Torres Gêmeas foram atacadas e destruídas. Foi um tempo de profunda reflexão e preparação para o que viria depois em minha vida. Eu continuo procurando entender o que Deus está fazendo, mas esse é um desafio diário de obediência. Eu sei que minha missão diante de Deus é ajudar pessoas a expandir suas fronteiras. Dorothy: Quando eu fui convidada para o Seminário de Desenvolvimento de Docentes, minha escolha temática foi Liderança Cristã. No entanto, eu achei que sete aulas neste tema seria muita coisa para mim. Foi aí que, influenciada por David Wong (o vice-presidente de treinamento anterior ao atual Arthur Dhanaraj), eu aceitei ensinar integridade. Esta foi uma escolha excelente, porque integridade financeira, sexual e no exercício do poder são aspectos essenciais para a vida de qualquer líder. Elas são coisas ligadas ao coração humano. Karen: Eu pensava em ensinar Papel da Mulher, mas já que ainda não sou avó, David Wong me sugeriu Comunicação. A mudança me agradou bastante porque a arte da comunicação afeta todas as áreas da vida humana. E eu acredito que quando alguém desenvolve uma boa comunicação com Deus ela se habilita a se comunicar com qualquer pessoa no mundo. Todo líder precisa dessa habilidade.
