“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a todas as pessoas” (Marcos 16,15)
Islândia, a Terra do Gelo, um país de características peculiares. De origem escandinava, possui aproximadamente 294 mil habitantes (julho, 2004). Uma população rica, onde sua principal atividade econômica é a pesca. O analfabetismo é inexistente. As tradições nacionais são extremamente marcantes e o povo, em sua maioria (87,1%), de cristãos luteranos. Com temperaturas que chegam a -18°C no inverno, o sol nasce por volta das 10h30 e dá lugar a lua as 15h30. Isso, sem falar nas sagas Vikings!
Para “falar de Deus, num país como a Islândia, onde a qualidade de vida é a mais alta do planeta”, é que um grande empresário do ramo de refrigeração comercial de Niterói (RJ) partiu.
Paulo Sicoli, um graduado do Haggai Internacional, e parte de sua família chegaram à Terra do Gelo há nove meses. Ali têm trabalhado com chilenos, portugueses e poloneses, além de ajudar na Igreja com estudos bíblicos. O convívio com este multiculturalismo, segundo ele, deriva de seu “treinamento internacional em Mauí, cercado por 35 países diferentes, compartilhando experiências tremendas: professores deixando marcas profundas, relatos de perseguições, de ambientes hostis, pessoas que andavam mais de 20km para pregar o evangelho. Ao voltar de lá, estava completamente transformado. Mostrou-me o que é viver”.
Neste treinamento, que transformou a sua vida, que Paulo Sicoli traçou objetivamente o seu destino, segundo o que Deus queria para sua vida: deixar o Brasil e partir para Islândia. Um país onde as sagas e o tradicionalismo frio transformam o cristianismo em apenas “mais uma crença”.
Por exemplo, segundo as lendas Vikings “existem sete Papais Noéis. Nenhum deles é bom, pelo contrário, perseguem crianças, as seqüestram e roubam rebanhos. Há também a esposa do Papai Noel, que rouba e cozinha crianças. É uma mistura de fadas, gnomos, bruxarias que deturpam uma visão clara de Deus”. Falar do cristianismo na Islândia, de uma vida cristã de santidade se torna algo hilário, pois as pessoas possuem a “salvação garantida pela igreja local, inclusive com certificados para comprovar. As crianças passam por um curso onde recebem tal certificado de salvação”.
Dentro deste contexto que Paulo Sicoli, sua esposa Valéria e sua filha Laila têm buscado mostrar com suas vidas e ações o amor de Deus de forma simples e genuína. Pois eles sabem que o Poder que os move não é algo vazio e sem vida, mas um Deus que faz a diferença não importa o lugar. Muito mais do que uma crença, vida.











