Entre junho e julho de 2004, sete brasileiros (Borges, Cleomenes, Ivan, João Manuel, Newton, Richard e Rogério – dos quais dois são conselheiros do Haggai Brasil e dois são docentes internacionais) participaram do treinamento de Liderança Avançada do Instituto Haggai em Maui. Eles eram parte de um grupo de 51 líderes, provenientes de 28 países. Ali eles conheceram e se aproximaram de um pastor da indiano chamado Baiju.
No final do treinamento em Maui, Baiju demonstrou interesse em vir ao Brasil para compartilhar a sua conversão do hinduísmo para o cristianismo e nos mostrar a sua visão de ministério para a salvação de vidas no Rajasthan (norte da Índia), um “deserto geográfico e espiritual” como ele o classifica. Naquela época, apenas 0,1% da população era cristã (44.000 pessoas), incluindo os católicos. Um tremendo desafio para o projeto da evangelização da região.
Baiju dirige a Asian School of Evangelism, fundada por seu falecido sogro, Dr. T.S. Davis, missionário nativo que lá atuou por mais de 40 anos. Esse seminário forma em torno de 20 missionários por ano, sendo eles bacharéis e mestres em teologia. Os missionários são jovens da terra, que conhecem a comida, o clima, os costumes, a língua, as constantes perseguições e a realidade do povo.
Em 2006 Baiju fez sua primeira visita ao Brasil, sendo apoiado por cinco dos sete brasileiros que com ele estiveram em Maui e pelo amigo pastor Libério, também atuante no Haggai Brasil. Andou por São Paulo, Campinas, Osasco, Alphaville, São Caetano, Porto Feliz e Cuiabá. O impacto dessa primeira visita foi muito grande e algumas pessoas e igrejas, além de contribuírem com ele durante sua estada aqui, passaram a fazer parte do ministério na Índia, sustentando os missionários formados pela escola e que são enviados às vilas remotas (cujos moradores nunca ouviram falar de Jesus).
Baiju voltou ao Brasil em 2008, 2010 e 2012. A partir de 2008 começou a visitar também o Rio de Janeiro e Niterói. Para nossa alegria, em 2012, passamos a ter um número significativo de mantenedores regulares (que contribuem mensalmente) no Rio de Janeiro. As ofertas desses irmãos têm permitido a manutenção de 12 missionários no campo, ao custo de US$ 50.00 por mês, por missionário. No último mês de abril, quando Baiju esteve no Rio, nos informou que o percentual de cristãos no Rajasthan havia aumentado para 0,5%. Parece pouco, não é? Mas foi um crescimento de 400% em 5 anos, num ambiente totalmente adverso à divulgação da Palavra. O número de cristãos hoje na região é de 250.000 mil.
Em 2011, Baiju construiu o templo da igreja onde ele é pastor (eles não tinham onde se reunir regularmente). Por causa dessa obra, ele passou um dia na prisão. Baiju também criou o Clube de Crianças, que atende a mais de 500 crianças hindus, onde a Palavra de Deus é semeada com os devidos cuidados.
Entre 2006 e 2012, período que os brasileiros passaram a apoiar esse ministério no norte da Índia, mais de 100 missionários foram graduados e cerca de 200 hindus, batizados.
Richard Vasques, um dos líderes desse grupo de brasileiros nesse envolvimento com Baiju, declarou:
“Como parte da família Haggai, agradecemos a Deus pela oportunidade de fazer parte desse ministério na Índia. Entendemos que estamos a serviço do Reino de Deus. Como disse o nosso irmão pastor e médico Marcos Paiva, da Igreja Nova Vida de Niterói: “Não precisamos comprar a casa do lado da igreja para ampliar o nosso ministério; podemos fincar uma estaca na Índia e esticar a nossa tenda até lá e muito além.” Deus seja louvado pelas bênçãos, lutas e vitórias que nos tem permitido ver no ministério do pastor Baiju”.






