Em 2004, o graduado Francisco Márcio Néris Pereira (Fortaleza, 2010) era conselheiro tutelar na cidade de Cascavel, CE. Naquele ano ele idealizou seu PROJETO AVIVARTES, visando alcançar crianças, adolescentes e jovens de sua cidade (entre 08 e 17 anos). O projeto, porém, ficou guardado no seu coração até 2009, quando decidiu implementá-lo. Após um ano de ação, Márcio fez o Seminário Nacional de Liderança Avançada. Para ele, o treinamento lhe deu mais visão, convicção, entusiasmo e capacitação. As matérias do curso que mais o ajudaram foram liderança, gestão de projetos, captação de recursos, criatividade no evangelismo, discipulado e comunicação eficaz. Hoje, o projeto AVIVARTES expandiu. Tem estudo da Palavra de Deus, atividades sociais, esportes, reforço escolar, música, dança, alfabetização de adultos, etc.

Márcio Néris à direita, segunda fila de baixo para cima, NAC Ceará 2010
Tudo começou no dia 21 de junho de 2009, apoiado por vários voluntários que ainda são peças fundamentais na sua continuação. Ele tem cinco voluntários fixos e vários líderes esporádicos, escolas parceiras e empresários que ajudam financeiramente. Para Márcio, duas pessoas merecem um reconhecimento especial: a Tarciana, professora de dança, e o Rafael, da área de esportes. Com eles à frente, o trabalho se fortaleceu e ganhou o respeito e o brilho que tem hoje.

Time de futsal, posando ao lado do técnico Rafael
Contando com o apoio de escolas, diretores, professores e demais voluntários, o primeiro passo foi inscrever os meninos mais problemáticos das escolas em uma Escolinha de Futsal AVIVARTES. Em poucos meses de trabalho os resultados atraíram elogios do Poder Público, escolas, da sociedade. Os meninos melhoraram sua auto-estima, revelando seriedade pessoal e excelência no que faziam. Começaram, inclusive, a ganhar campeonatos locais em primeiro ou em segundo lugar.

Tarciana ensina dança para as meninas do projeto
Nos esportes, os treinos do futsal acontecem aos sábados e domingos, no ginásio da escola. Uma turma vem aos sábados, das 13 às 15h00. Outra, aos domingos, das 08 às 11h00. As aulas de música começam às 16h30 na igreja e às 19h00 todos participam de um momento social com todas as crianças.
Depois do primeiro núcleo futsal, foram implantadas aulas gratuitas de música para os meninos e meninas da comunidade (violão, bateria, teclado). Depois vieram os núcleos de alfabetização de jovens e adultos, focando mais nos pais dos meninos, e núcleo de dança. Foram realizados acampamentos de férias para todos os meninos do projeto, onde o enfoque maior foi o ensino da Bíblia e do evangelho. Vários já tomaram uma decisão por Jesus e foram discipulados.

Outro time de futsal do Projeto AVIVARTES
Outros resultados: (1) Marcelo, 11 anos. Ele não freqüentava a escola, tinha acompanhamento psicológico, nem com a imposição de medidas pelo Ministério Público sentíamos qualquer melhora. Com o projeto AVIVARTES, ele voltou a estudar e a própria professora tem dito que o projeto fez uma diferença enorme no comportamento dele. (2) Paulo Henrique, de 12 anos. Ele faltava muito na escola, era pedinte, passava dias sem aparecer em casa, e o Conselho Tutelar o encontrou várias vezes em situações de aliciamento por parte de adultos. Agora ele é outra pessoa. Vai à escola, parou de pedir coisas e participa da igreja. (3) D. Susana, de 70 anos. Ela não sabia ler e escrever. Um dia, no meio do culto da igreja, ela se levantou, abriu a Bíblia e leu um versículo na presença de todos, provocando comoção nos presentes.

Instantâneos de vários momentos na vida do Projeto AVIVARTES
No dia 12 de outubro deste ano, os meninos do projeto participaram de uma peneira do clube do Palmeiras local, Cascavel. Eram 600 crianças e adolescentes da cidade e municípios vizinhos, provenientes de vários projetos esportivos e escolas. Somente 50 crianças passaram na primeira fase seletiva: seis eram do projeto AVIVARTES. Na segunda fase, somente 22 ficaram: e dois eram do AVIVARTES. Participar da vida desses meninos é um sentimento indescritível. É algo maravilhoso, diz Márcio.
Ao relatar seu trabalho para o jornalismo do Haggai, Márcio escreve: Estou escrevendo este texto agora em minha cama, sozinho, e com os olhos cheios de lágrimas de gratidão a Deus pela vida de todos que fazem parte da equipe do Haggai, especialmente pela vida do Ebenézer Bittencourt. Depois do Seminário Nacional em Fortaleza, fui aprovado no exame de docentes locais no dia 19 de maio e, pela graça de Deus, pretendo servir ao Deus também por meio deste ministério.










